Descrição
Desde Tentei chegar aqui com estas mãos e Flor de sangue, Luciana Quintão de Moraes percorre as fendas da memória e do cotidiano, desvelando o que há de onírico nos objetos da realidade. Em Desvelo(s), sua nova obra, corpo, objetos e afetos se entrelaçam numa dança de descobertas e reencontros. Entre a admiração e a matéria do mundo, seus versos exploram o que nos atravessa: o estetoscópio, o celular que vibra com a memória, a flor que ausculta o sangue que brota da dor e da beleza — revivência e ressignificação enlaçadas. Sua poesia pulsa entre percepção e invenção: ‘A poesia é o meu olhar/o jaleco em mim/minha festa está na fenda’. Nas seções Paisagens da fenda e Objetos da fera, o olhar se volta tanto para o que encanta quanto para o que fere, fazendo da palavra um território de presença e ação — presentificação; um gesto de permanência.
Betine Daniel
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